Wilson Fonseca também era poeta, sendo autor de diversas letras de suas composições musicais, tais comoTerra Querida, Lenda do Boto e Um Poema de Amor. Para sua esposa Rosilda compôs inúmeras músicas, desde o tempo de namoro. A síntese da homenagem à sua “musa inspiradora” pode ser encontrada no fox intitulado “Buquê de Inspirações”, composto em 1991, quando o casal comemorava suas Bodas de Ouro.

Dedicou-se ainda ao estudo do folclore e da história da Amazônia. O livro intitulado “Meu Baú Mocorongo” (originariamente escrito em 9 volumes), tem sido fonte de consultas para estudantes, pesquisadores e jornalistas, há cerca de meio século. A data magna da fundação de Santarém (22 de junho) resulta de suas pesquisas histórias.

Foi membro fundador da Academia Paraense de Música (cadeira nº 24, cujo patrono é seu pai, maestro José Agostinho da Fonseca, 1886-1945), e membro da Academia Paraense de Letras (cadeira nº 7, patrocinada por Domingos Antônio Rayol, Barão de Guajará).

Enquanto viveu, o octogenário compositor paraense, não obstante a avançada idade, continuava ainda bastante lúcido e criativo.