“O passado acumulado é o único tesouro do homem, o seu privilégio, a sua marca, o que realmente o distingue dos animais inferiores” (Ortega y Gasset).

“Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória” (José Saramago).

A criação do Memorial “Maestro Wilson Fonseca” é um velho sonho da família Fonseca, que agora se concretiza, com a importante colaboração do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós e da Prefeitura Municipal de Santarém.

No artigo “Tributo ao Maestro Wilson Fonseca”, publicado em diversas fontes (Jornal “URUÁ-TAPERA – GAZETA DO OESTE”, Belém-PA, Ano IX, edição nº 83, de abril/2002, p. 4; Jornal “O Impacto”, Santarém-PA, edição nº 390, maio/2002; Jornal “O Estado do Tapajós”, Santarém-PA, maio/2002; e Revista Brasiliana nº 11, da Academia Brasileira de Música – sediada no Rio de Janeiro, edição de maio/2002, p. 10-15), eu escrevi, no ano do seu falecimento:

A sua obra musical e literária deverá ser incorporada ao futuro Museu Wilson Fonseca, administrado por uma Fundação, que a família deseja constituir, para a preservação e divulgação da obra do Maestro santareno.

Em nossa reunião de família, na casa de meu irmão José Agostinho da Fonseca Neto, no ano passado, em Santarém (PA), no ensejo das comemorações do primeiro centenário de nascimento de Wilson Fonseca (Maestro Isoca), nosso querido e saudoso pai, manifestamos concordância com a proposta, apresentada pelo Padre Sidney Canto, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, para a concessão de uso, em forma de comodato, do imóvel situado na Trav. Francisco Corrêa, nº 139, em Santarém (PA), a fim de permitir a concretização do Memorial, sob a administração do IHGTap e da Prefeitura Municipal de Santarém.

É importante destacar que o Memorial constitui um velho projeto e sonho antigo da família, conforme, aliás, registros constantes de diversos artigos que escrevi, muitos publicados no jornal Uruá-Tapera e nos blogs dos jornalistas Franssinete Florenzano, Jeso Carneiro e Ércio Bemerguy, além de matérias divulgadas na imprensa escrita de Santarém e Belém.

Reporto-me a um dos Prefácios do livro “Meu Baú Mocorongo” (Wilson Fonseca), imprenso por RR Donnelley Moore (SP) e editado pelo Governo do Estado do Pará (Secretaria Especial de Promoção Social, Secretaria Executiva de Cultura e Secretaria Executiva de Educação), parte do Projeto Nossos Autores, coordenado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (SIEBE), lançado em 2006 – sob o título “Por que ‘Meu Baú Mocorongo? (De filho para pai)”, onde faço expressa referência ao Museu ou Memorial. Confira na página 12 do volume 1:

Quando morei em São Paulo, para estudar no Conservatório Padre José Maurício, dirigido pelas irmãs santarenas Rachel e Gioconda Peluso, nos anos 60 do século XX, pude melhor, à distância, aquilatar sobretudo o valor inestimável da obra musical de Wilson Fonseca. Meu tio Wilmar, autor da letra de Canção de Minha Saudade (que tem música de papai), que me acolhera na paulicéia, disse-me, em certo dia: “Isoca é um gênio e a obra musical dele precisa ser mais divulgada”.

Recebi esse conselho como uma missão de vida. E estendi a sábia recomendação à obra literária de meu pai.

Venho elaborando e atualizando o currículo de Wilson Fonseca, bem como a bibliografia que a ele se refere, além de organizar a sua discografia, videoteca, fitas cassetes, fotografias e demais matérias que façam referência a ele, para incorporação ao futuro Museu ou Memorial que a família Fonseca pretende instituir em Santarém (PA). Tenho fornecido farto material a todos que nos procuram para estudar a vida e a obra de papai, inclusive para efeito de teses e dissertações para trabalhos de pós-graduação universitária, até mesmo em outros Estados e no exterior.

Idênticos registros sobre esse acalentado sonho da família constam no meu livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, impresso pela Editora Gráfica do Banco do Brasil (Rio de Janeiro), lançado em Santarém e em Belém (2012/2013).

Dessa obra, transcrevo algumas referências sobre o Memorial:

No Capítulo “Meu Baú Mocorongo e Aeroporto ‘Maestro Wilson Fonseca’ (Baú, Busto e Música Santarena)”, página 188:

Faço ligeiras considerações sobre a obra suprema escrita por Wilson Fonseca – o livro “Meu Baú Mocorongo” (coletânea de 6 volumes) – e a denominação do Aeroporto de Santarém – “Maestro Wilson Fonseca”, pois trabalhei arduamente para a concretização desses projetos.

O livro foi impresso por RR Donnelley Moore (SP) e editado, em 2006, pelo Governo do Estado do Pará (Secretaria Especial de Promoção Social, Secretaria Executiva de Cultura e Secretaria Executiva de Educação), parte integrante do Projeto Nossos Autores, coordenado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (SIEBE).

A obra foi lançada em 17 de novembro de 2006 (dia do aniversário natalício do compositor), na Casa da Cultura de Santarém, quando houve um concerto apresentado pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, com peças de três gerações da família Fonseca (José Agostinho da Fonseca, Wilson Fonseca e Vicente Fonseca), sob a regência do maestro Mateus Araújo.

Adotei como missão de vida divulgar e preservar a obra musical e literária de meu saudoso pai, de quem recebi preciosas lições de vida.

Certa vez, meu pai revelou-me que começou a dedicar-se ao esboço desta obra em 1928, quando tinha apenas 16 anos e nem havia ainda elaborado a sua primeira composição musical, a valsa “Beatrice” (1931).

Por isso, é certo que tudo que ele produziu, durante sua vida terrena (1912-2002), está concentrado no “Baú”.

Quase autodidata, mas pesquisador meticuloso, papai foi guardando ali, cuidadosamente, suas investigações, suas memórias e suas idéias. É obra que foi criada e recriada no curso de uma longa existência.

Ele não tinha pressa. Era muito organizado e metódico.

Vivia remexendo, atualizando e aperfeiçoando o seu “Baú”, tal como também fazia com sua magnífica obra musical, que está organizada em 20 volumes (4 publicados), com mais de 1.600 composições, do popular ao erudito.

Até que um dia o “Baú” tornou-se fonte de consulta. Nossa casa, em Santarém, era tão freqüentada como se fosse uma biblioteca pública ou um museu literário, para pesquisas dos que se interessavam por informações sobre a história da “Pérola de Santarém” e tantos outros preciosos subsídios para o estudo das tradições de nossas origens amazônicas.

Os originais do “Baú” foram folheados por nacionais e estrangeiros.

Papai, então, passou a publicar trechos esparsos ou partes de capítulos de sua obra, em jornais e revistas, sobretudo no anual “Programa da Festa de Nossa da Conceição”, por mais de trinta anos, desde a década de 60 do século XX.

O “Baú”, portanto, foi sempre o repositório das principais produções literárias de Wilson Fonseca.

Mais do que um compêndio, o “Meu Baú Mocorongo” é uma autêntica enciclopédia da história de Santarém.

É oportuno enfatizar que as duas principais produções de meu pai estão enfeixadas na coletânea de sua obra musical (boa parte ainda inédita) e no “Meu Baú Mocorongo”, duas paixões de Isoca: a música e a literatura.

Para o casamento destas duas artes, Wilson Fonseca deixou-se também apaixonar: embora se considerasse um “poeta bissexto”, também escreveu belíssimos textos poéticos para inúmeras canções de sua autoria. Servem de exemplo a linda “Terra Querida” e “Um Poema de Amor”, dentre outras composições.

Na verdade, meu saudoso pai teve duas musas inspiradoras: minha mãe (Rosilda) e Santarém. Acima dessas duas pérolas, só Deus, que agora o protege, com sua lira iluminada, no luar da eternidade.

Até mesmo a primeira frase do “Hino de Santarém” (“Santarém do meu coração…”), com letra do poeta Paulo Rodrigues dos Santos (1948), foi sugestão sua ao ilustre parceiro, quando papai lhe pediu para criar o texto poético para a música, que Wilson Fonseca havia composto desde 1941.

Por isso, o “Baú” é a gênese do escritor, pesquisador e historiador Wilson Fonseca, que a ele se dedicou durante toda a sua vida.

Para os menos avisados, o termo “mocorongo” pode transparecer pejorativo. Ninguém pense que mocorongo, no nosso caso, é o caipira ou matuto. Mocorongo é a denominação que se dá para a pessoa nascida em Santarém (PA). E todo santareno tem orgulho de ser mocorongo, como o natural do Rio de Janeiro orgulha-se de ser carioca. Portanto, o qualificativo mocorongo ao “Baú” revela a essência da alma santarena que inspirou Wilson Fonseca na escolha do título de sua mais importante obra literária.

Lutei obstinadamente pela edição do “Meu Baú Mocorongo”, pelo concerto da OSTP e pela nova denominação do Aeroporto de Santarém – “Maestro Wilson Fonseca”. Não medi sacrifícios para realizar esses ideais.

Wilson Fonseca bem merece a homenagem.

A data de 17 de novembro de 2006 ficará na história de Santarém. Por isso, viajei para Santarém, acompanhado de minha esposa Neide e de meus três filhos (Vicente Filho, Adriano e Lorena), além de minha nora Jussara (gestante de Vicente Neto, primeiro bisneto de Isoca). Levei ainda um profissional, que contratei em Belém, para filmar os eventos.

Era um dia muito esperado por toda a família.

Nosso desejo agora é conseguir a publicação da magnífica obra musical de Isoca, em sua integralidade (mais de 1.600 composições, em 20 volumes), e a construção do “Teatro Wilson Fonseca”, idealizado por meu tio e padrinho Maestro Wilde Fonseca (Dororó). Nada mais justo para uma cidade que já teve o seu “Teatro Victória”, infelizmente destruído pela insensibilidade de outrora. Outro ideal: transformar a sua residência em Museu ou Memorial.

É hora de resgatar a vocação cultural da “Pérola do Tapajós”.

(…)

No Capítulo “Isoca, suas habilidades e a nossa casa em Santarém”, página 228:

Falarei um pouco de nossa casa em Santarém, esse saudoso e salutar ambiente residencial. Ah! a nossa casa…

Fica situada na Travessa Francisco Corrêa, nº 139, esquina com a Rua Floriano Peixoto (bairro central de Santarém), onde meu pai morou, com a família, no período de 1950 até 2002, quando faleceu, em Belém.

Nessa casa a família pretende instituir um memorial ou um museu. O imóvel, aliás, está situado numa região da cidade já preservada pelo Poder Público, pois se trata de uma zona urbana histórica de Santarém.

Logo ao lado reside meu irmão José Agostinho da Fonseca Neto (Tinho), que cuida, com zelo e dedicação, da ‘nossa casa’.

(…)

No Capítulo “Obra Musical de Wilson Fonseca”, página 240:

Compositor prolífico, Wilson Fonseca escreveu mais de mil e seiscentas (1.600) composições musicais catalogadas, algumas de largas proporções. Nesse cômputo, entretanto, não figuram – pelo fato do autor não haver conservado originais ou cópias em seus arquivos – as inúmeras musiquetas compostas para cordões da quadra junina, grupos pastoris, teatrinhos escolares e nem os incontáveis arranjos, harmonizações, instrumentações e adaptações de peças suas e de outros autores, notadamente para piano, órgão, pequenas orquestras, banda-de-música, “jazz-band”, canto etc., trabalhos que ultrapassariam a casa de dois milhares.

Nesse catálogo, organizado pelo próprio compositor, há registro de 1.611 composições. Porém, ainda há obras não registradas nesse catálogo.

Há várias composições com letras também de sua autoria, tais como as diversas canções inspiradas em temas folclóricos e nas belezas naturais de sua terra natal.

Wilson Fonseca também era poeta, sendo autor de diversas letras de suas composições musicais, tais como Terra Querida, Lenda do Boto e Um Poema de Amor. Para sua esposa Rosilda compôs inúmeras músicas, desde o tempo de namoro. A síntese da homenagem à sua “musa inspiradora” pode ser encontrada no fox intitulado “Buquê de Inspirações”, composto em 1991, quando o casal comemorava suas Bodas de Ouro.

O conjunto das produções de Wilson Fonseca, compositor bastante eclético, compreende músicas das mais variadas espécies, do popular ao erudito: valsas, modinhas, toadas, tangos, canções, boleros, foxs, choros, frevos, hinos, marchas, marchas para procissões e fúnebres, marchinhas de carnaval, sambas, sambas enredo para carnaval, maxixes, peças para teatro de revista, acalanto, lundu, sairé e outras, inclusive com inspiração em temas folclóricos.

Compôs diversas obras para piano, coral, música sacra (inclusive missas), de câmara, para banda (especialmente dobrados), peças sinfônicas e uma ópera amazônica.

A experiência de Wilson Fonseca abrange ainda composições para jazz-band, que animavam as festas dançantes de sua juventude, quando também tocou em conjuntos musicais na época do cinema-mudo, sendo, aliás, a sua primeira composição destinada à sonorização de uma cena de um filme projetado em Santarém, a valsa Beatrice (1931).

Enquanto viveu, o octogenário compositor paraense, não obstante a avançada idade, continuava ainda bastante lúcido e criativo.

Uma das boas razões para essa performance, foi o estímulo e o prestígio de que sempre desfrutou em sua terra, especialmente a atenção dos amigos e familiares, notadamente José Agostinho da Fonseca Neto (Tinho), seu filho, e José Agostinho da Fonseca Júnior (Tinhinho), seu neto, dedicados colaboradores do maestro, sobretudo no trabalho de arquivo de sua obra musical, em Santarém (PA), com o que tenho também colaborado.

Nas últimas duas décadas do século XX, sob a supervisão de Wilson Fonseca, o filho e o neto vinham utilizando-se do auxílio do computador, não só para a catalogação desse inestimável acervo, como também na execução “alternativa” de peças do maestro santareno, aproveitando os recursos computadorizados, sem comprometer as criações originais.

A sua obra musical e literária deverá ser incorporada ao futuro Memorial ou Museu Wilson Fonseca, administrado por uma Fundação, que a família deseja instituir, para a preservação e divulgação da obra do Maestro Isoca.

Boa parte de sua obra, porém, encontra-se praticamente inédita.

(…)

Cumpre assinalar que o livro “Meu Baú Mocorongo” constitui, na verdade, um resumo do rico acervo colecionado por Wilson Fonseca, em suas longas e exaustivas “pesquisas, recordações e reflexões sobre a vida histórica e sociocultural santarena”, pois existe, em seus arquivos, muito material não inserido na obra impressa, que, por certo, deve integrar o Memorial.

A propósito, o próprio Wilson Fonseca já mantinha, em casa, quando vivo, um verdadeiro “Museu de som”, conforme registro no Capítulo “Cronologia de Wilson Fonseca”, do meu livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, como se vê da página 344:

Museu de som

1972 – Com a ajuda da família empenha-se em elaborar um pequeno “museu de som”, em sua casa, e consegue gravar, em fita magnética, cerca mais de uma centena de músicas compostas por santarenos no gênero folclórico e regional.

(…)

Nesse acervo (“Museu de som”) existem gravações diversas, inclusive de músicas que concorreram no 1º Festival de Música Popular do Baixo-Amazonas, realizado em 1970, em Santarém (PA), ocasião em que Isoca tem a oportunidade de conhecer pessoalmente o maestro Waldemar Henrique, pois ambos já se conheciam de fama e nome. É nessa ocasião que Waldemar Henrique, Presidente da Comissão Julgadora do Festival, formula convite para Wilson Fonseca se apresentar no Theatro da Paz, em Belém (PA). Desse convite, nasce a ideia de realizar, na principal casa de espetáculo da capital paraense, a histórica “Semana de Santarém” (1972).

Em 2011, escrevi um artigo sobre “1º Festival de Música Popular do Baixo-Amazonas” (Santarém, 1970), de onde transcrevo os seguintes trechos:

Meu saudoso pai (Wilson Fonseca – maestro Isoca) guardava em seus arquivos, em Santarém, gravações, em fitas magnéticas, da quase totalidade das músicas inscritas no Festival. Se esse inestimável material ainda estiver em bom estado, bem que poderia ser aproveitado para a gravação de um CD, oportunamente.

Pelo menos uma dela – a música “Corrida” (Antônio Waughan) – também foi cantada, pelo próprio autor, na memorável “Semana de Santarém”, idealizada pelo Maestro Waldemar Henrique e realizada no Theatro da Paz, em Belém, sob os auspícios do Governo do Estado do Pará (Fernando Guilhon) e a Universidade Federal do Pará, em outubro de 1972.

Este evento – igualmente importante na história da cultura e da música santarena – contou com a participação de três dezenas de artistas santarenos. Na mais importante casa de espetáculos do Pará, foram apresentadas, durante uma semana, amostras da cerâmica tapajoara, artesanato, pintura, poesia, fotografias e música.

A “Semana de Santarém” foi encerrada com um concerto da Orquestra e do Madrigal da Universidade Federal do Pará, quando foram executadas composições de Wilson Fonseca, como a abertura sinfônica “Centenário de Santarém”; o canto amazônico “Quando canta o uirapuru”, com letra de Emir Bemerguy; o canto triunfal “Be-lém Belém”, com letra de Isoca em parceria com seus filhos José Wilson e Vicente; e, ainda, a peça “Acalanto”, de minha autoria, com arranjo orquestral de Wilson Fonseca.

Boa parte das músicas apresentadas na “Semana de Santarém”, inclusive a “Corrida” (Antônio Waughan), vencedora do Festival (gênero: Música Popular Brasileira), constou do LP “Santarém do Meu Coração” (1972/1973), lançado pela Sociedade Musical de Santarém (Presidência: Wilson Fonseca), sob a supervisão do musicólogo paraense Vicente Salles, autor do livro “Música e Músicos do Pará”, 2ª edição, Belém: Secult/Seduc/Amu-PA, 2007, e membro da Academia Brasileira de Música.

Segundo registro na capa do LP “Santarém do Meu Coração”, o Conjunto Musical “Os Hippies”, que, na época, fez o acompanhamento da “Corrida” (Antônio Waughan), tinha a seguinte composição: Reginaldo Salgado (saxofone), José Agostinho da Fonseca Neto (teclados), Diogo Gonçalves (guitarra), José Vieira (contrabaixo), Izaías Vieira (bateria), Bianor Lima (ritmista), Odilson Matos e Ray Brito (crooners).

Outros grupos musicais, que participaram da “Semana de Santarém”, foram formados especialmente para aquele evento: “Os Mocorongos” (Piano: Wilson Fonseca. Órgão e Contrabaixo: José Agostinho da Fonseca Neto. Violão: Vicente Fonseca. Bateria: Djalma Vasconcelos. Ritmista: Conceição Fonseca); “Conjunto Serenata” (Flauta: Pedro Santos. Saxofone-Alto: José Wilson Fonseca. Órgão: Vicente Fonseca. Piano: Wilson Fonseca. Contrabaixo: José Agostinho da Fonseca Neto); “Os Tapajônicos” (Sopranos: Iris Fona, Nélia Dias, Eulália Matos, Marigilda Neves, Cecília Simões e Conceição Fonseca. Contraltos: Helba Barros, Helena Meira, Regina Silva, Graça Campos, Salete Campos e Neide Sirotheau Corrêa. Tenores: Antônio Waughan, Laurimar Leal e Vicente Fonseca. Baixos: Augusto Simões, Tadeu Maia, Nelson Meira e José Wilson Fonseca. Piano: Wilson Fonseca. Regência: Wilde Fonseca). Há, ainda, participações da Orquestra Sinfônica Nacional e Coro da Rádio MEC – Regência: Nelson Nilo Hack, do Rio de Janeiro (na gravação, em disco, do “Hino de Santarém” – letra: Paulo Rodrigues dos Santos; e música: Wilson Fonseca); do Coro da Catedral de Santarém, inclusive do tenor, solista, Expedito Toscano (na gravação de registro, em fita magnética); Laudelino Silva (cavaquinho), Edenmar Machado – Machadinho (voz e violão) e Moacyr Santos (violão); João Otaviano Matos Neto (canto); João Luís Sarmento (canto); e da Orquestra e Coro Edison Marinho (Rio de Janeiro), no acompanhamento do cantor Jefferson Ribeiro (na gravação, em disco, da “Canção de Minha Saudade” – letra: Wilmar Fonseca; e música: Wilson Fonseca).

No “Meu Baú Mocorongo” (p. 339-357, volume 1) também há substancioso registro sobre “Semana de Santarém”, inclusive com as programações respectivas e o noticiário da imprensa.

(…)

No “Museu de som” certamente estão guardadas centenas de fitas cassetes que encaminhei a meu pai, conforme registro que faço no Capítulo “Missão de Vida”, no meu livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, página 29:

Acho que encaminhei a meu pai, de Belém para Santarém, durante algum tempo, quase que semanalmente, mais de 200 fitas cassetes com gravações de inúmeras músicas de qualidade, sobretudo eruditas, que eu extraía dos CDs que adquiria, não raro com o propósito justamente de compartilhar com o “velho” Isoca as músicas dos grandes mestres, inclusive obras de compositores contemporâneos. Em Santarém o acesso a esse material era difícil.

(…)

No Capítulo sobre “A Discografia de Wilson Fonseca”, no meu livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, faço o seguinte relato, depois de relacionar os discos e CDs com gravações de músicas do compositor santareno (páginas 286-287):

O acervo da família de Wilson Fonseca dispõe de um pequeno “museu de som” com arquivos de gravações, em fitas magnéticas, de músicas de compositores santarenos.

José Agostinho da Fonseca Neto (Tinho), filho de Wilson Fonseca (Maestro Isoca) – dedicado colaborador do maestro, sobretudo nas tarefas de arquivo e preservação de sua obra musical – utilizou-se, durante alguns anos, do auxílio do computador, sob a supervisão do maestro, para a catalogação desse inestimável acervo e, ainda, para execução “alternativa” de algumas composições musicais, aproveitando os recursos da informática, sem comprometer as criações originais. Existem diversas execuções gravadas no sistema computadorizado e copiadas em fitas magnéticas, no arquivo da família.

Vicente José Malheiros da Fonseca, filho de Wilson Fonseca, mantém atualizadas diversas informações sobre o Maestro Isoca (biografia, bibliografia, discografia, obra musical etc.), além do que tem elaborado inúmeros arranjos de músicas de seu pai e de se avô, pois também é compositor, na tradição da família Fonseca.

Gravações inéditas. Em 22 de agosto de 1995, na véspera do Concerto em sua homenagem (“Hino a Santarém”), no Teatro “Margarida Schivasappa” (Centur), em Belém (PA), sob os auspícios da Secretaria Estadual da Cultura (Governo do Estado do Pará), em comemoração ao transcurso do 75º aniversário de vida musical de Wilson Fonseca, com a participação de diversos cantores e instrumentistas nacionais e estrangeiros, que deu origem à gravação do CD da série “Projeto Uirapuru – O Canto da Amazônia” (volume 1), lançado em 1996, pela SECULT/PA, o compositor conversa com seu filho Vicente José Malheiros da Fonseca e executa, ao piano, diversas músicas de sua própria autoria e de José Agostinho da Fonseca, seu pai, tudo registrado por Otto Dreschsler, o mesmo Engenheiro de gravação e edição do CD, naquele mesmo teatro. Essas gravações têm a duração total de 70 minutos, aproximadamente. Na mesma ocasião, Wilson Fonseca tocou várias músicas do tempo do Cinema Mudo, que também foram gravadas, com duração total de 20 minutos, aproximadamente. Confira as gravações inéditas de algumas músicas apresentadas naquele Concerto, não incluídas no referido CD “Projeto Uirapuru – O Canto da Amazônia” (volume 1):

1) “Sonatina nº 1” (1951). Música: Wilson Fonseca. Piano. Intérprete: Cíntia Vidigal.

2) “Galope” (1995). Música: Wilson Fonseca. Piano a 4 mãos. Intérpretes: Lenora Menezes de Brito e Eliana Cutrim (Duo Pianístico da Universidade Federal do Pará – UFPA.

3) “Procissões” (1992) – Marcha para procissão. Quinteto de Sopros. Música: José Agostinho da Fonseca (1886-1945). Arranjo: Wilson Fonseca (1992), extraído da peça “Fonseca”, marcha para procissão. Intérpretes: Igor Kopatchevskyi (Flauta), Constantin Gorochenko (Oboé), Oleg Andreev (Clarinete), Vadin Klokov (Fagote) e Serguei Dorokhov (Trompa).

4) “Maestro Waldemar Henrique” – Dobrado nº 45 (1995). Música: Wilson Fonseca. Intérprete: Banda de Música da Fundação Carlos Gomes (“Amazônia Jazz Band”). Regência: Andi Pereira.

5) “Do Poema de Minha Tristeza” (1951/1983) – Canção. Duo para Flauta e Violoncelo. Música: Wilson Fonseca. Letra: Paulo Rodrigues dos Santos. Intérpretes: Igor Kopatchevskyi (Flauta) e Antônio Del Claro (Violoncelo).

6) “Curupira” (1975) – Toada. Canto e Piano. Música: Wilson Fonseca. Letra: Emir Bemerguy. Intérpretes: Francisco Campos (Canto) e José Agostinho da Fonseca Neto (Piano).

7) “Lua Branca” (1948) – Canção. Canto e Piano. Música: Wilson Fonseca. Letra: Paulo Rodrigues dos Santos. Intérpretes: Pedro Paulo Ayres De Mattos – Pepe (Canto) e Vicente José Malheiros da Fonseca (Piano).

8) “Terra Querida” (1961) – Canção. Canto e Conjunto. Letra e música: Wilson Fonseca. Arranjo: Maria Lídia Mendonça. Intérpretes: Maria Lídia Mendonça e Conjunto.

9) “Pérola do Tapajós” (1935) – Valsa. Piano. Música: Pedro Santos e Wilson Fonseca. Letra: Felisbelo Sussuarana. Intérprete: Wilson Fonseca (Isoca).

10) “Perfume” (1939) – Fox-trot. Pianos e Percussão. Música e letra: Wilson Fonseca. Intérpretes: Wilson Fonseca (Piano acústico), José Agostinho da Fonseca Neto – Tinho (Piano digital) e José Sagica (Percussão).

(…)

No resumo biográfico que venho organizando sobre Wilson Fonseca, permanentemente atualizado, anotei alguns tópicos que reputo oportunos destacar agora:

Patrono da Cadeira nº 40 da Academia de Letras e Artes de Santarém (A.L.A.S.), nos termos da Lei Municipal nº 17.847, de 18.06.2004, e do Decreto Municipal nº 335/2004-SEMAD, de 27.12.2004, que tem como atual ocupante José Agostinho da Fonseca Neto (Maestro Tinho), seu filho.

A Lei Federal nº 11.338, de 03.08.2006 (DOU 04.08.2006), denomina o Aeroporto de Santarém como “Aeroporto Maestro Wilson Fonseca”.

O Decreto nº 27.126, de 09.10.2006 (D.O. 10.10.2006), do Prefeito Municipal do Rio de Janeiro, reconhece como logradouro público a “Rua Wilson Fonseca”, no bairro Santa Cruz, na “Cidade Maravilhosa”, em homenagem ao compositor santareno.

A Lei Estadual nº 7.337, de 17.11.2009 (Diário Oficial do Estado do Pará nº 31.548, de 19.11.2009), declara como integrante do patrimônio cultural do Estado do Pará a obra musical e literária do Maestro Wilson Fonseca (Isoca).

Patrono da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro (2012), promovida pelo Governo do Estado do Pará (Secretaria de Estado de Cultura), o quarto maior evento do gênero no Brasil e maior em programação cultural.

Em 2012 comemora-se o centenário de nascimento do compositor e escritor Wilson Fonseca (Maestro Isoca), quando foram realizados diversos eventos, durante o transcurso do ano, em Belém (PA) e Santarém (PA).

Em junho de 2012, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, sob a regência do Maestro José Agostinho da Fonseca Júnior, realizou concertos em Belém-PA (Theatro da Paz) e em Santarém-PA (Igreja do Santíssimo), com a participação do Coro Carlos Gomes e convidados, em comemoração ao centenário de nascimento de Wilson Fonseca (Maestro Isoca), promovida pelo Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. Na ocasião, foram executadas as músicas “Centenário de Santarém” – abertura sinfônica (1948); “Missa Mater Immaculata” (1951), “América 500 Anos” – poema sinfônico, com texto poético de Emir Bemerguy no 4º movimento (1992); “Canção de Minha Saudade” (1949), com letra de Wilmar Fonseca; e, ainda, “Um Poema de Amor” (1953), bolero, em número extraprograma (bis). Algumas peças tiveram arranjos orquestrais da lavra de três gerações da família Fonseca: Wilson Fonseca; Vicente Malheiros da Fonseca, filho do compositor; e José Agostinho da Fonseca Júnior, neto do compositor. O concerto de Belém foi gravado para edição de um CD “Centenário Wilson Fonseca” (série Projeto Uirapuru – O Canto da Amazônia), a cargo da Secretaria de Cultura do Estado do Pará e Academia Paraense de Música.

A Lei Municipal nº 19.132, 28.11.2012 (publicada na Secretaria Municipal de Administração, na mesma data), denomina “Rua Wilson Dias da Fonseca (Maestro Isoca)” a antiga Rua Floriano Peixoto, na cidade de Santarém (PA), onde nasceu o compositor santareno.

O livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, de autoria de Vicente José Malheiros da Fonseca, impresso pela Editora do Banco do Brasil (Rio de Janeiro), em homenagem ao seu centenário de nascimento – a primeira biografia sobre o compositor e escritor, segundo assinala Gilberto Chaves, na Breve Introdução –, foi lançado no clube social Centro Recreativo, em Santarém (PA), terra natal do homenageado e do autor da obra, em 17 de novembro de 2012, justamente na data de seu natalício; e em Belém (PA), no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, durante a cerimônia de posse de Vicente Fonseca no Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), em 14 de dezembro de 2012. O seu pré-lançamento ocorreu em 23 de setembro de 2012, na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro – Hangar Convenções & Feiras da Amazônia – Belém (PA). O livro foi relançado na XVII Feira Pan-Amazônica do Livro, no mesmo local, na capital paraense, em 1º de maio de 2013.

Administrado por Vicente José Malheiros da Fonseca Filho, neto de Wilson Fonseca, foi criado na Internet o site do compositor, que também está no Facebook e no Orkut: http://www.wilsonfonseca.com.br/blog/

(…)

Recentemente, ministrei uma palestra, sobre o tema “Tutela Constitucional do Patrimônio Arquivístico”, no Seminário “Da Senzala até as leis atuais da CLT”, com enfoque no Trabalho Forçado, promovido pelo Memorial da Justiça do Trabalho da 8ª Região “Juiz Arthur Francisco Seixas dos Anjos”, em parceria com a Escola Judicial do TRT-8ª Região e a Escola de Capacitação e Aperfeiçoamento do TRT-8ª Região “Juiz Itair Sá da Silva”, no do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, em Belém (PA).

Na ocasião, fiz referência a dois pensamentos que se encaixam na ocasião:

“O passado acumulado é o único tesouro do homem, o seu privilégio, a sua marca, o que realmente o distingue dos animais inferiores” (Ortega y Gasset).

“Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória” (José Saramago).

O primeiro pensamento, por sinal, consta transcrito pelo próprio Wilson Fonseca na página 2 de sua coletânea “Santarém brincando de roda”, com um Apêndice de 10 cantigas de ninar, editada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e de Extensão da Universidade Federal de Santa Catarina, em 1983. A coletânea foi inserida no livro “Meu Baú Mocorongo” (vol. 3, p. 813-883).

Do mesmo modo, o brocardo está destacado na página 5 de sua coletânea “Brincando de Roda: Cantigas Infantis”, com arranjos fáceis para piano, editada pela Universidade Federal do Pará, em 1995.

Na mesma palestra sobre o tema “Tutela Constitucional do Patrimônio Arquivístico”, antes mencionada, fiz alusão a vários monumentos históricos existentes no mundo, inclusive no Brasil, dentre os quais aquele dedicado a Câmara Cascudo (1898-1986), historiador, folclorista, antropólogo e jornalista. Tomo a liberdade de transcrever alguns trechos do esboço da referida palestra:

O Memorial Câmara Cascudo é um ponto turístico da cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte. Fica localizado próximo à antiga catedral.

Visa homenagear o maior historiador e folclorista do Estado do Rio Grande do Norte e um dos maiores do país. Foi instalado em 10 de fevereiro de 1987 num prédio que data do século XVIII, erguido para servir de sede ao Real Erário e posteriormente a Tesouraria da Fazenda, localizado na Praça André de Albuquerque na cidade de Natal no Rio Grande do Norte.

De sua construção até 1955, o edifício foi sede da Delegacia Fiscal, órgão do Ministério da Fazenda. Entre 1955 e 1982, o prédio abrigou o Quartel General do Exército e, na seqüência, e até 1987, o Centro Cultural Câmara Cascudo. A partir de 10 de fevereiro de 1987 se transformou no Memorial Câmara Cascudo (por iniciativa do jornalista Paulo Macedo), que é, desde então, um dos locais mais visitados pelos turistas na cidade.

O Memorial tem como objetivo preservar e divulgar a vida e a obra de Luís da Câmara Cascudo, abordando diversos aspectos, com destaque a biblioteca particular de Câmara Cascudo, com cerca de 10 mil volumes de diversos assuntos como folclore, religião, história, biografias e romances, conta ainda com quadros que retratam momentos marcantes da vida de Câmara Cascudo. A biblioteca é considerada “rara” por possuir obras do início do século passado e livros em diversos idiomas. Grande parte dos livros tem anotações de próprio punho de Cascudo e dedicatórias dos autores.

O prédio chama atenção por ter uma estátua de Câmara Cascudo em cima de uma mão em frente a sua fachada.

Eu estive lá e encontrei alguns volumes publicados, pelo Governo do Estado do Pará, da Obra Musical de Wilson Fonseca (Maestro Isoca), meu saudoso pai, com dedicatória do compositor santareno, que se correspondia com o grande escritor potiguar.

(…)

Uma curiosidade: Wilson Fonseca e Câmara Cascudo se correspondiam.

Por isso, incluí no meu livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)” o trecho de uma carta que o conceituado historiador potiguar enviou ao compositor e escritor santareno, no Capítulo “Opiniões sobre Wilson Fonseca” (p. 37):

CÂMARA CASCUDO, excepcional folclorista brasileiro, em carta dirigida a Wilson Fonseca, escreveu:

“Emociona-me aquele que fica na sua terra, garantindo pela continuidade do exemplo o acréscimo do patrimônio cultura na espécie de sua atividade. Wilson Fonseca mantém jardim e pomar na vivência musical de Santarém. Permanência de irradiação inspirativa a todos nós orgulha e rejubila” (cf. manifestação transcrita ao final do Volume III da Obra Musical de Wilson Fonseca).

(…)

Tenho certeza de que meu pai, em companhia de minha mãe, ambos, estão muito felizes, lá no plano celestial, com a criação do Memorial, tão sonhado pela família Fonseca.

Deixo consignado que não houve, de parte da família – quase todos residimos fora de Santarém, alguns fora do Estado do Pará – qualquer desinteresse sobre o Memorial.

Apenas faltava o apoio necessário para implementar o projeto, em memória de nosso querido genitor e da história de nossa terra querida.

Não foram poucas as vezes que recebemos promessas, infelizmente não concretizadas, de apoio da velha ideia, desde o falecimento de Wilson Fonseca. Rogo que o espírito dele sempre continue a nos iluminar.

Estou certo de que o Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, sob a presidência do Padre Sidney Canto, e a Prefeitura Municipal de Santarém, sob a administração de Alexandre Von – que tão bem conhecem a trajetória do compositor centenário e a história de Santarém – estão sensíveis aos desejos, preocupações e sonhos que nos conduzem, enfim, à realização do “Memorial Maestro Wilson Fonseca”, justamente na casa onde ele residiu, com a família, e ali construiu sua admirável obra musical e literária, considerada “integrante do patrimônio cultural do Estado do Pará”, nos termos da Lei Estadual nº 7.337/2009.

Imagino que a inauguração do Memorial, em 17 de novembro de 2013, conforme a programação anunciada, possa constituir um dia histórico para a nossa cidade, certamente muita música, onde não faltará a participação do Coral Jovem e da Orquestra Jovem “Maestro Wilson Fonseca”, sob a batuta do Maestro José Agostinho da Fonseca Neto, inclusive o “Hino do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós” e o “Dobrado Maestro Isoca” – duas peças que compus, uma em homenagem àquela instituição e outra, dedicada a meu saudoso pai –, além da colocação das placas na atual “Rua Wilson Dias Fonseca (Maestro Isoca)”, logradouro onde nasceu o uirapuru-mor da Pérola do Tapajós, autor do “Hino de Santarém” (letra de Paulo Rodrigues dos Santos), “Canção de Minha Saudade” (letra de Wilmar Fonseca), “Hino da Festa de N. S. da Conceição” (letra de Emir Bemerguy), “Terra Querida”, “Um Poema de Amor” e tantas outras lindas canções, obras sinfônicas, sacras, camerísticas, corais, do popular ao erudito, da “minha terra tão querida, meu encanto, minha vida, Santarém do meu amor…”.

Categorias: Blog