WILSON DIAS DA FONSECA (Maestro Isoca), nasceu em Santarém-PA (17/11/1912) e faleceu em Belém-PA (24/03/2002).

Escritor, pesquisador, poeta, pianista, organista, maestro, compositor, historiador, memorialista, folclorista, professor, produziu o livro Meu Baú Mocorongo (6 volumes), editado pelo Governo do Estado do Pará, com quase 2.000 páginas de pesquisas, recordações e reflexões sobre a vida histórica e sociocultural de Santarém e da Amazônia, autêntica enciclopédia sobre a história da “Pérola do Tapajós”.

Herdeiro de uma tradição musical que começou com o seu pai, José Agostinho da Fonseca (1886-1945), com quem iniciou seus estudos de música, e chegou à geração atual. Funcionário aposentado do Banco do Brasil, jamais se afastou de sua terra natal. Recebeu diversas comendas e homenagens.

Membro da Academia Paraense de Música (cadeira nº 24, atualmente ocupada por Vicente José Malheiros da Fonseca, seu filho) e da Academia Paraense de Letras (cadeira nº 7). Patrono da Cadeira nº 40 da Academia de Letras e Artes de Santarém.

Sua extensa e eclética obra musical, do popular ao erudito, está reunida em 20 volumes (4 apenas publicados), com mais de 1.600 produções: canto, piano, banda, conjuntos de câmara, sacras e orquestrais, além de arranjos e transcrições. Compôs o “Hino de Santarém”, “Canção de Minha Saudade”, “Um Poema de Amor”, “Terra Querida”, “Lenda do Boto” e diversas outras músicas que o imortalizaram.

Merecem destaque, ainda, a Abertura Sinfônica “Centenário de Santarém” (1948), “América 500 Anos” (poema sinfônico, 1992), “Amazônia” (suíte para jazz-band, 1996), a ópera amazônica “Vitória-Régia, O Amor Cabano” (1996), “Tapajós Azul” (valsa, para orquestra sinfônica, 1997), “As Pastorinhas” (peça de teatro popular, restaurada em 1997) e inúmeras canções sobre temas amazônicos e folclóricos. Diversas músicas suas foram registradas em CDs.

A Lei nº 11.338, de 03.08.2006, denomina o Aeroporto de Santarém como “Aeroporto Maestro Wilson Fonseca”, em homenagem ao compositor santareno. A Lei Estadual nº 7.337, de 17.11.2009, declara como integrante do patrimônio cultural do Estado do Pará a obra musical e literária do Maestro Wilson Fonseca (Isoca). A Lei Municipal nº 19.132, de 28.11.2012, denomina Rua Wilson Dias da Fonseca (Maestro Isoca), a antiga Rua Floriano Peixoto, em Santarém (PA). O Decreto nº 27.126, de 09.10.2006 (D.O. 10.10.2006), do Prefeito Municipal do Rio de Janeiro, reconhece como logradouro público a “Rua Wilson Fonseca”, no bairro Santa Cruz, na “Cidade Maravilhosa”, em sua homenagem. Em Manaus (AM) também existe a “Rua Maestro Wilson Fonseca”, no bairro da Japiim.

Wilson Fonseca foi Patrono da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro (2012), promovida pelo Governo do Estado do Pará (Secretaria de Estado de Cultura), o quarto maior evento do gênero no Brasil e maior em programação cultural. Em Santarém (PA), funciona o Instituto “Maestro Wilson Fonseca” (música, dança e teatro), em sua homenagem, dirigido por seu filho José Agostinho da Fonseca Neto.

Em 2012 comemorou-se o centenário de nascimento do compositor e escritor Wilson Fonseca. Diversas homenagens lhe foram prestadas, inclusive concertos realizados pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Coral Carlos Gomes, em Belém e Santarém, sob a regência de José Agostinho da Fonseca Júnior, seu neto. O evento foi gravado para registro em CD editado pelo Governo do Estado do Pará (“Centenário Wilson Fonseca” – Projeto Uirapuru – O Canto da Amazônia, 2013). No ano do centenário de seu nascimento (2012) foi publicado o livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, de seu filho Vicente José Malheiros da Fonseca, impresso na Gráfica do Banco do Brasil (Rio de Janeiro-RJ). ISBN: 978-85-918752-0-7.

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